Votei contra a chamada PEC das Prerrogativas porque entendo que as prerrogativas parlamentares já estão plenamente garantidas pela Constituição e pela PEC 35 de 2001, que tratam da inviolabilidade, do foro privilegiado e da prisão em flagrante. Falei hoje pela manhã à Rádio Gaúcha que a proposta aprovada vai além do necessário e surge em meio a um tensionamento evidente entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, agravado pelo recente julgamento do ex-presidente Bolsonaro. Respeito as posições majoritárias e o debate legítimo dentro da Câmara, mas não poderia concordar com um texto que, em vez de fortalecer a democracia, aprofunda privilégios, quebra a transparência e distancia ainda mais o Parlamento da sociedade.